Gibi 45 - Neonomicon

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O que acontece quando a estranha mente do Alan Moore encontra com a perturbadora mente de H.P. Lovecraft?

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 Misteriosos assassinatos atraem a atenção do FBI e, durante sua investigação, revelações indicam coincidências muito estranhas.

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Para chegar à verdade, um expert na revolucionária Teoria da Anomalia envolve-se em uma missão sob disfarce que o leva a um clube que abriga uma seita suspeita possivelmente envolvida com os crimes.

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Mas o rumo sobrenatural dos acontecimentos exige a presença de dois outros investigadores que serão levados ao extremo do horror e aos limites da realidade como a conhecemos.

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Não sou muito conhecedor sobre as coisas escritas por Lovecraft, mas já li algumas coisas. E o pouco que li dele, acabei encontrando referências nesse gibi escrito por Moore.

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Vi muitas pessoas criticando Moore pela violência e o sexo explicito que há na história, porém, não vejo nada demais. Assusta? Sim, é claro! Pode perturbar até seus sonhos ou seus pensamentos vagos. 

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Em algumas vezes, cheguei a sentir repulsas ao ler o gibi. Mas nada que eu me faça falar mal as próximas gerações de Moore.  

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E vale mencionar que, como Moore faz claras referências ao universo criado por Lovecraft, terror e horror, é o que não faltará.

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Já disse que Moore declarou que só escreveu esse gibi porque precisava pagar umas dividas com o imposto de renda? Então… Isso explica muita coisa na falta de qualidade do roteiro.

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Entretanto, não sendo o melhor trabalho dele, consegue ser sair muito bem diante outros escritores em ascensão.

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O que peca e MUITO, é os desenhos Jacen Burrows, que prejudica bastante a história. Se fosse escolhido um desenhista com um traço mais detalhado e com uma narrativa mais expressiva, a história poderia ter sido melhor. Teve gente que gostou, mas particularmente, eu acho que uma história de Alan Moore tem que pedir por um desenhista melhor. 

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Enfim, para quem conhece Lovecraft, acredito que irá aproveitar melhor da história. Para quem não conhece nada ou pouco (como eu) e é fã de Alan Moore: É uma “boa” história.